Porque gosto de Protocolo

Considerando o investimento não quantificável que o Protocolo (e tudo o que com ele se relaciona!) tem representado na minha vida – investimento em tempo de estudo e investigação, investimento em dinheiro dispendido em formação em Portugal e no estrangeiro e na aquisição de centenas de livros – bem como o prejuízo que provoca noutras facetas do meu quotidiano, designadamente no tempo dedicado aos outros, no descanso e no lazer, muitas vezes, mas mesmo muitas vezes, me questiono sobre as razões desta minha paixão (que literalmente alterou, nos últimos dez anos, o rumo da minha vida profissional).

Às vezes a resposta chega fácil mas outras vezes nem por isso… como quase tudo na vida. Mas pronto, já pensei o suficiente para saber porque gosto.

Gosto porque o Protocolo é feito de regras e de preceitos que são valores com os quais me identifico realmente. Gosto porque é fantástico contribuir para a organização de um evento e, além de outros aspectos, ordenar pessoas e símbolos de acordo com o respectivo estatuto. Gosto porque o Protocolo é sinónimo de profissionalismo e de credibilidade. Gosto porque o Protocolo transmite mensagens através de uma linguagem simbólica que necessita ser observada para ser compreendida.

Gosto porque a grande maioria das pessoas (nos eventos, na formação, no dia-a-dia…) encara o Protocolo como “uma coisa” muito séria, muito antiquada, muito enfadonha… até perceberem que o Protocolo – não sendo para levar “a brincar” ou de forma ligeira – é uma prática que pode e deve ser encarada com simplicidade, com flexibilidade e, acima de tudo, como um instrumento conducente à obtenção de determinados objectivos.

Quando contribuo para que este ciclo (passar do “ter medo” porque se desconhece até ao achar muito útil porque se “usou” e resultou muito bem) se conclua, então aí, nesse momento, eu gosto mesmo muito de Protocolo! E sinto-me efectivamente satisfeita!

Ah… e gosto também por múltiplas outras razões… mas que partilharei convosco outro dia.

Cristina Fernandes