Elegância: um modo de ser e de estar

Num universo que respira imagem, afinal o que é elegância?

As opiniões acerca deste tema, aparentemente tão simples, serão infinitas, porque cada um defende o seu próprio conceito. Para mim, elegância é muito mais do que estar elegantemente vestido. Ser elegante é uma atitude pessoal que se compõe, basicamente, por dois factores: comportamento face aos outros + apresentação visual adequada às circunstâncias.

Algumas pessoas parece que nascem naturalmente elegantes e outras, lamentavelmente, por mais que se tentem cobrir de roupas de qualidade e em “ton sur ton”, jamais o são ou, quanto muito, e na melhor das hipóteses, transmitem uma mensagem de elegância visual construída, fabricada, pouco ou nada genuína…

Não quero com isto afirmar que a elegância é inata e ponto final. Não. Quem com estes assuntos se preocupa “trabalha” a sua elegância diariamente. O que quero, isso sim, afirmar, é que a elegância vem “de dentro” e se transmite pelo olhar, pela postura, pelo sorriso, pelos gestos, pela linguagem, ou seja, pela forma como comunicamos e interagimos com os demais. Todos estes factores, em sintonia com uma apresentação visual adequada (ao contexto, à hora do dia, ao local, às circunstâncias em geral) concorrem para passar uma mensagem de elegância.

Então, defendo que a elegância é um todo, composto por pequeníssimos pormenores, uma forma de ser e de estar. Ser elegante é ser agradável, simpático, cortês, empático, discreto, tolerante, compreensivo… isto, só para começar! E, quanto à imagem visual (que não é, de todo, despicienda!) é vestir em conformidade com a compleição física, preocupar-se em não “dar nas vistas” pelas piores razões. Este equilíbrio é difícil de atingir e, sim, pode demorar uma vida. É um exercício diário (mas que não se deve sobrepôr a outros mais importantes ou prioritários!).

E, acima de tudo, entendo que a elegância é algo pessoal e que não nos devemos deixar contaminar pelos “ícones” de elegância mais ou menos meteóricos que certo tipo de imprensa nos quer, literalmente, impingir no dia-a-dia…

Cristina Fernandes