Imagem: marketing pessoal

O conceito de marca pessoal tem-se vindo a desenvolver e a consolidar nos últimos anos, entende-se que não só decorrente da evolução de uma das disciplinas que lhe servem de base – o marketing –, como também da necessidade de fazer face a tendências da sociedade contemporânea, nomeadamente a de cada profissional se tornar excepcional e indispensável dentro do seu contexto de actuação (quer como trabalhador dependente quer como empreendedor do seu próprio negócio), sobressaindo por entre as massas.

Outro factor, não despiciendo, tem sido o tremendo desenvolvimento e respectivas consequências decorrentes da designada Web 2.0 (principalmente na vertente das redes sociais), que permitiu disseminar o conceito de marca pessoal, tornando-o acessível a todos aqueles que o desejem.

Assim sendo, e mesmo não existindo à face do universo duas marcas pessoais iguais (aliás, a principal característica distintiva da marca pessoal face a outras marcas é a liberdade para a gerir, tornando-a absolutamente única), cada ser, ao “construir” a sua própria marca, poderá recorrer a alguns dos métodos seguidamente apresentados:

  • Auto-conhecimento: essencial para iniciar um processo desta natureza, ou seja, profundo conhecimento do “produto” (quem sou, quem quero ser, como sou visto, como quero ser visto, pontos fracos e pontos fortes, quais são os objectivos, entre outros aspectos). O não cumprimento deste requisito impede o desenvolvimento do processo de construção da marca.
  • Resolução de (graves) desconfortos pessoais, principalmente do foro emocional: quem não se sente confortável na sua própria pele não é capaz de se “vender”.
  • Não negligenciar o potencial da marca pessoal mas, por outro lado, estar ciente de que a mesma não sobreviverá se não acrescentar uma proposta de valor singular. A autenticidade e a consistência são absolutamente vitais.
  • Agir sempre, e em qualquer caso, com um comportamento baseado no respeito por si próprio e pelos demais, assumindo atitudes assentes em princípios éticos universais.
  • Criar e, sobretudo, preservar a reputação positiva, cuidando dos mais ínfimos detalhes.
  • Considerar a imagem como um poderoso instrumento de comunicação: negligenciá-la é um luxo ao qual (muito) poucos se podem dar.
  • Estabelecer objectivos a curto, médio e longo prazo, delineando as respectivas estratégias para a sua prossecução e agindo em conformidade. Neste âmbito,inclui-se a capacidade de prosseguir, mesmo perante a adversidade e o falhanço, desenvolvendo resiliência.
  • Ser, estar, comunicar, agir, de forma coerente.
  • Desenvolver a capacidade de comunicação interpessoal, a todos os níveis (verbal, escrita, não-verbal).
  • Gerar, ou pelo menos não desperdiçar, oportunidades.
  • Incrementar e gerir a “network”.
  • Lutar pela excelência, só atingível quando ao conhecimento se alia a paixão.
  • Fomentar características distintivas no comportamento e na imagem.
  • Considerar, sempre, que uma marca encerra uma promessa e que, consequentemente, as expectativas geradas nos demais não devem ser traídas.

 

Cristina Fernandes