Planeamento e liderança

Em teoria, antes de caminhar, deve-se planear o percurso.

O processo de planeamento, em qualquer área, consiste em recolher informação que permita formular programas, planear acções e estabelecer orçamentos, com vista à implementação de planos. O objectivo de planear um percurso é a minimização da incerteza quanto ao que acontecerá, na medida em que ao serem definidos objectivos claros e sensatos se motiva as pessoas para que se concentrem na sua realização e se estabelece um rumo a seguir.

Assim, planear é traçar um caminho que, com maior ou menor flexibilidade, de acordo com as circunstâncias, deve ser seguido. O processo de planeamento é um factor que, grande parte das vezes, transmite segurança a quem planeia e/ou a quem segue o plano, na medida em que atribui um sentido ao quotidiano.

Por outro lado, a ausência de planeamento afigura-se como uma postura manifestamente desacertada no mercado actual global e muitíssimo competitivo. Como as acções de comunicação devem ser implementadas após estabelecimento de um planeamento estratégico, a indefinição de caminho (que pode resultar de um receio de mudança, mas resulta, certamente, de uma ausência de liderança) acabará por se traduzir numa deficiente comunicação. Planear um percurso implicará fazer escolhas (o quê, para quê, como, quando, entre outras), decorrentes de um diagnóstico (o passado) que se traduzirão em acções projectadas no presente ou no futuro.

Este processo de planeamento necessita de um líder, cujo perfil, idealmente, obedece a alguns dos seguintes traços:

  • A capacidade de comunicar uma nova ideia ou visão, de forma poderosa e impactante.
  • A habilidade para motivar pessoas, levando-as a trabalhar para um fim comum, grande parte das vezes sem outra recompensa que não a satisfação.
  • A obtenção de resultados.
  • A competência no planeamento.
  • A capacidade para implementar mudanças.
  • A resiliência.
  • A lucidez para ser capaz de formar os demais e não assentar a liderança e/ou gestão única e exclusivamente em si próprio.
  • A habilidade para gerar processos de inovação.
  • A propensão para gerar e cultivar a network.
  • A idoneidade no “ser” e no “fazer” e a actuação de acordo com padrões éticos universalmente reconhecidos.
  • A atitude sábia e corajosa.
  • A indispensável apetência para comunicar eficaz e positivamente, agir empaticamente com os outros e basear todas as relações interpessoais no respeito.

 

Cristina Fernandes