Etiqueta: comportamento em aulas | formação

Alguns dos temas sobre os quais escrevo decorrem de observações feitas ou situações vividas no meu quotidiano. Recentemente, ao assistir a uma palestra de um renomado especialista em comunicação norte-americano, um cavalheiro já de provecta idade, foi necessário que alguém na plateia interrompesse para pedir silêncio, dado que muitos dos assistentes mantinham conversas pouco discretas, criando um permanente ruído de fundo, constrangedor quer para o orador quer para os participantes.

Dado que frequentar aulas ou acções de formação é uma actividade comum ao longo da vida, não só para crianças e jovens como também para adultos, ficam algumas reflexões aplicáveis a todas as idades e contextos de aprendizagem:

  • A pontualidade é fundamental: cada vez que alguém entra após o início da sessão, inevitavelmente interrompe e distrai todos os demais, quebrando o ritmo dos trabalhos e correndo o risco de revelar falta de consideração face aos presentes.
  • Os regulamentos das instituições de ensino devem ser escrupulosamente cumpridos.
  •  Por muito que na actualidade as barreiras tenham sido atenuadas, o relacionamento do aluno/formando face ao docente/formador ainda se deve reger por alguma formalidade e respeito, não sendo adequado, a menos que devidamente expresso, o tratamento por “você” ou “tu”.
  • Numa sala de aula/formação, a utilização de computador portátil, desde que não enquadrada no âmbito da sessão e, portanto, para fins não relacionados com o curso, deve estar sujeita a permissão prévia do docente/formador.
  • A utilização de telemóvel é completamente inoportuna.
  • No espaço de aula/formação não se come/bebe, excepto água e, eventualmente, café se o contexto assim o determinar.
  • Mascar pastilha elástica, principalmente se de forma ostensiva, é um comportamento lamentável.
  • Os debates não devem ser monopolizados por nenhum dos presentes. Eventuais questões pessoais devem ser colocadas ao docente/formador em privado.
  • A linguagem tem que ser adequada e a postura corporal não deve ser descurada.
  • Bater com os dedos na mesa ou com os pés no chão, por exemplo, bem como fazer ruídos com a esferográfica ou qualquer outro apetrecho, são comportamentos pessoais que perturbam um espaço que é colectivo.
  • Nenhum bem de valor deve ser deixado na sala em períodos de intervalo.
  • É revelador de boa educação cumprimentar o docente/formador quer à entrada quer à saída da sala.

 

Cristina Fernandes