Instrumentos de Relações Públicas e Lobbying

 

Cada vez mais os meios e instrumentos utilizados pelas Relações Públicas são diversificados e, até mesmo, sofisticados. A definição de instrumento designa-o como qualquer agente que se emprega para executar um trabalho, ou seja, tudo aquilo que serve de meio para atingir um determinado fim. Então, quais os agentes utilizados pelas Relações Públicas para alcançar os seus objectivos?

Inserindo-se como parte integrante da Comunicação, as Relações Públicas têm por instrumentos todos os meios e agentes utilizados pela Comunicação, desde o mais simples contacto humano até às inovadoras técnicas dos modernos veículos de Comunicação em massa, dos quais sobressai, inequivocamente, a Web.

Assim, e como são inúmeros os meios de que uma organização dispõe para veicular a sua mensagem/imagem e influenciar os seus públicos, aqui se elencam alguns considerados mais relevantes:

 

Contactos pessoais:

  • Encontros e reuniões
  • Participação em eventos
  • Refeições de trabalho
  • Acolhimento e integração de colaboradores

 

Eventos:

  • Realização de encontros, colóquios, seminários
  • Organização e/ou participação em Feiras e Certames
  • Conferências de imprensa
  • Road Shows

 

Publicações:

  • Relatório anual, semestral, trimestral
  • Brochuras e folhetos
  • Artigos e notícias nos media
  • Manual de acolhimento
  • Manual de ética
  • Manual de Protocolo
  • Publicações sobre políticas de sustentabilidade e responsabilidade social

 

Patrocínios:

  • Contrapartidas económicas negociadas para efeitos de visibilidade do patrocinador

 

Mecenato:

  • Apoio financeiro a manifestações de carácter cultural com eventuais incentivos fiscais
  • Actividades de Serviço Público
  • Sustentabilidade, biodiversidade, responsabilidade social

 

Diversos:

  • Referências à organização em filmes, livros técnicos e científicos
  • Visitas às instalações (“jornadas de portas abertas”)
  • Suportes de comunicação
  • Serviço de atendimento pós-venda

 

Quanto ao lobbying, as quatro fases do seu processo são, de forma resumida e simples, as seguintes:

Investigação – o lobbying é apenas uma das facetas dos complexos relacionamentos que se verificam entre o meio empresarial e o meio governamental. As organizações podem adoptar três tipos de atitudes: a passiva (limitando-se a reagir às iniciativas governamentais; a de antecipação (tentando identificar antecipadamente as iniciativas estatais); a activa (quando pretendem influenciar declaradamente uma decisão politica).

As questões governamentais que normalmente mais afectam o meio empresarial são aquelas que envolvem aumento de custos de produção e consequentes dificuldades de gestão, pelo que o processo a seguir poderá integrar: identificação dos temas, avaliação do seu impacto, relação desses temas com a empresa e desenvolvimento de acções para prosseguir com sucesso os objectivos. Desde logo a empresa tem que ter uma definição clara dos seus pontos fracos e fortes, dos seus objectivos estratégicos e da sua posição no mercado.

Estratégia – o lobbying é a aplicação de uma estratégia de relações públicas direccionada face a determinado objectivo. O lobbying pode desenvolver-se por cooperação mútua, por aproximação adhoc, por acção política directa ou por acção política indirecta. Os objectivos devem ser definidos com realismo, de acordo com o contexto e circunstâncias, dentro de uma linha de adaptação às tendências políticas vigentes, com flexibilidade, tudo revestido de grande dinamismo. Os interlocutores devem estar perfeitamente identificados, bem como o timing ideal de actuação e a respectiva argumentação.

Execução – utilizando técnicas de lobbying directo: reuniões, correspondência e contactos telefónicos, eventos e viagens, apresentação de livros brancos; técnicas de lobbying indirecto e técnicas de acção sobre a opinião pública, técnicas especificas, técnicas de lobbying financeiro. A actuação pode ser individual ou em coligação.

Avaliação – mede-se pelo êxito ou pelo fracasso do intento.

 

Cristina Fernandes