As boas práticas no uso de smartphones

(Texto redigido para o site www.empreendedor.com)

Os smartphones tornaram-se uma extensão de nós próprios e, esta realidade, vem criando novos desafios no modo como todos (utilizadores e não utilizadores) nos relacionamos social e profissionalmente, o que naturalmente impacta no cumprimento das regras de boa educação e civilidade. Pensemos, contudo, que os smartphones são, apenas, um instrumento de comunicação, a usar com bom senso e bom gosto!

Todos concordamos que é muito desagradável o toque de um telefone num espetáculo ou num funeral, mas a verdade é que acontece… Também concordamos que é constrangedor ouvir conversas pessoais e, sobretudo, estar a falar com alguém que não levanta os olhos do ecrã, mas também é verdade que acontece. Permanentemente.

A nova realidade que é estar sempre on e nunca off baralhou as normas de comportamento e relacionamento interpessoal. Se a maioria dos utilizadores até consegue admitir que um smartphone pode constituir um elemento de distração, simultaneamente, não lhe consegue resistir. Afinal, muitos sofrem de FOMO (Fear Of Missing Out), isto é, do receio de estar a “perder” algo realmente importante: se está constantemente a verificar o seu e-mail ou os media sociais, se tem a pretensão de querer participar em todas as decisões e acontecimentos do seu universo profissional, se incessantemente tem que verificar tudo na Web e se a ultima coisa que faz ao adormecer e a primeira ao acordar é verificar o seu smartphone, é natural que já esteja contaminado por este vírus…

Então, em prol das normas de saudável convivência, considere que se estiver a assistir a um espetáculo, numa cerimónia religiosa, a visitar alguém num hospital ou em convalescença, num velório ou funeral, numa mesa de refeição, numa sala de aula, numa entrevista de emprego, numa reunião profissional formal ou a conduzir, deve manter o seu smartphone em silêncio e abster-se de o usar ou o consultar a cada dois minutos. Opte, igualmente, por utilizar o smartphone com moderação quando estiver a conversar com alguém, pois ao atender o telefone está a relegar para segundo plano o seu interlocutor presencial, bem como sempre que estiver na presença de terceiros com quem mantenha uma relação de alguma formalidade, assim como numa reunião de trabalho, exceto se o contacto estiver diretamente relacionado com o tema em causa.

Por fim, e se se preocupa com a gestão da sua imagem social e profissional, tenha em conta, ainda, os seguintes aspetos:

  • Num telefonema formal, não parta do princípio que o interlocutor está disponível para si só porque atendeu. Pergunte se é oportuno.
  • Quando se sentar para uma reunião ou refeição, não coloque imediatamente o aparelho sobre a mesa.
  • Mantenha privadas conversas de foro pessoal e profissional, pois falar num local público não garante qualquer tipo de privacidade.
  • Seja cuidadoso ao escolher o toque do seu aparelho, pois uma música estridente ou o hino do seu clube não são os toques mais adequados para soarem em certas ocasiões, nomeadamente em contexto profissional.
  • Os SMS’s e outras mensagens de índole profissional devem ser escritos de acordo com as mais elementares regras de correção ortográfica e de cortesia, precisando, em alguns casos, de ser assinados. Tenha em atenção, também, o horário de envio.
  • Não fotografe pessoas sem a respetiva permissão e muito menos publique essas fotografias nos media sociais sem obter consentimento dos visados.

 

E, concluindo, considere desconectar por alguns momentos, quando possível… É libertador!

Cristina Fernandes