Boa educação em tempos de epidemia

Apesar de estarmos a ser bombardeados por constante informação acerca do COVID-19 que está a espalhar-se pelo mundo, é quase inevitável não abordar este tema que, infelizmente, parece ter-se tornado o “único” ou, pelo menos, o primeiro assunto de conversa.

Estando cada um a lidar com esta realidade com maior ou menor pessimismo, realismo ou otimismo, é obrigatório cumprir com os rigorosos preceitos de higiene recomendados pelas autoridades o que, naturalmente, influencia o modo como interagimos. Afinal, em tempos de epidemia todos nos tornamos hipocondríacos, ou quase…

No imediato, tornou-se claro que qualquer forma de cumprimento com contacto físico deve ser evitada. Resta, portanto, a saudação verbal que, acompanhada de sorriso, cumpre perfeitamente a função. Em situações de maior formalidade, um ligeiro baixar de cabeça revela respeito/honra e é elegante, caso seja esse o objetivo. Ninguém se deverá, assim, sentir constrangido se o outro não quiser retribuir um aperto de mão ou beijos no rosto. Este é o momento em que a higiene/segurança se sobrepõem à prática social.

Também o designado espaço vital deve ser mantido, garantindo que ao falarmos com alguém existe uma distância física não inferior a um metro. Sempre que possível, sobretudo em contexto profissional, os contactos devem acontecer por telefone ou via plataformas digitais.

Um outro aspeto a considerar é o respeito pelas opiniões e atitudes dos outros que nos possam parecer excessivas e com as quais poderemos não concordar, mas que não devem ser alvo de críticas. Afinal, somos todos diferentes.

Importante será também não assumir comportamentos de nojo e/ou desdém face aos demais ou emitir opiniões que revelem desrespeito face a outras pessoas.

Num momento em que é fundamental manter a calma e atuar com bom senso, além de cumprir com elevados padrões de higiene, resta desejar que rapidamente este texto se torne obsoleto.

Cristina Fernandes